Brasil termina em oitavo por equipes no Mundial de Ginástica

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Nesta quarta-feira, o Brasil terminou a disputa das finais por equipes do Mundial de Ginástica, que se realiza em Glasgow, na Escócia, na oitava e última colocação. Em relação à fase de classificação, o time brazuca trocou de posição com os sul-coreanos. O título ficou com os favoritos japoneses, que lideraram desde a primeira rotação. A medalha de prata foi uma surpresa: Grã-Bretanha. Os anfitriões pareciam conformados com o quarto lugar, mas nas rotações finais viram China e Estados Unidos errarem em seus aparelhos. A China ficou com o bronze. Todos os oito países finalistas já estão garantidos na competição por equipes nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2006. Restam mais quatro vagas que serão preenchidas no pré-olímpico.

A final foi marcada por muitos erros. E como não há descarte, a Grã-Bretanha, que não cometeu falhas graves, acabou herdando posições. E por muito pouco ela não ficou com o ouro. Afinal, o Japão, que estava disparado na frente, viu seus atletas caírem da barra fixa (seu último aparelho na rotação), incluindo o maior atleta da ginástica, Kohei Shimura, o último a se apresentar. Mesmo com os vacilos, o Japão tinha muita gordura e terminou com 270.818, com a Inglaterra cravando 270.345. Embora tenha terminado com um decepcionante bronze – era favorita ao ouro ao lado do Japão – a China ficou no lucro, pois os Estados Unidos fizeram pontuação muito ruim na última rotação (cavalo com alça) e despencou do primeiro para o quinto lugar.

O Brasil, por sua vez, saiu-se bem na argola e no solo, mas esteve bem mal na barra paralela e, principalmente, no cavalo (uma das notas obtidas foi de 11.100), o que foi determinante para que o time não entrasse na briga pelo sexto lugar com Suíça e Coreia do Sul.

Classificação final

1º JAPÃO – 270.818

2º INGLATERRA – 270.345

3º CHINA – 269.959

4º RÚSSIA – 268.362

5º ESTADOS UNIDOS – 267.853

6º SUÍÇA – 261.660

7º COREIA DO SUL – 260.035

8º BRASIL – 259.577

A ordem dos atletas brasileiros por aparelho foi a seguinte:

Lucas Bittencourt – Paralelas, Barra, Cavalo e Argola
Arthur Nory – Barra, Solo, Cavalo
Caio Campos Souza – Paralelas, Solo e Argolas
Francisco Barreto – Paralelas, Barra e Cavalo
Diego Hypolito- Solo
Arthur Zanetti – Argolas

A performance brasileira

O primeiro aparelho do Brasil foi salto e ele terminou em quarto lugar no seu grupo, atrás de Japão, Estados Unidos e bem próximo da Grã-Bretanha. Diego Hyopólito fez 14,716. Hypolito, que é reserva da Seleção Brasileira, substituiu o lesionado Péricles Silva. Caio e Nory foram bem no salto e, no fim, o Brasil ficou com 44,3. Quando as notas do segundo grupo (China, Rússia, Suíça e Coreia do Sul) foram somadas, os brasileiros apareceram como sexto geral, à frente de russos (43,6) e suíços (42,1). A equipe brasileira manteve a posição após a rotação seguinte, mas caiu para último na terceira. Entretanto, a boa performance do trio que fez o solo, o segundo aparelho mais forte do Brasil, recolocou a Seleção na frente da Suíça e da Coreia do Sul: Diego Hypolito marcou 15,233; Caio, 14,700 e Arthur Nory, 14,733.

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Só que a penúltima rotação reservava o cavalo, calcanhar de Aquiles da ginástica brasileira. Arthur Nory surpreendeu com 14.66. Mas Lucas e Francisco foram mal. Aliás, a nota de Francisco, 11.100, jogou o Brasil para o oitavo e último lugar, com 214.878 pontos, quase três atrás dos sul-coreanos (217.712).

Restava ao trio Zanetti/Caio/Lucas Bittencourt buscar melhor posição no último aparelho, as argolas, exatamente onde o Brasil é mais forte. A trinca entrou sabendo que precisava de pelo menos três notas acima de 15 pontos para largar a lanterna. Caio e Lucas ficaram na casa dos 14 (14.766 e 14.400, respectivamente) e Arthur Zanetti, mesmo com o ótimo 15.533, não conseguiu tirar a diferença.

Repercussão

Arthur Zannetti disse que estava feliz por ter obtido nota melhor do que aquela que marcou na disputa individual – quando não obteve vaga à final – e que todos entraram bem tranquilos, pois a meta já estava atingida.

– O objetivo era conseguir a vaga olímpica por equipe. Fizemos o papel com o time completa e, nesta final, tentamos curtir ao máximo essa competição. Fiz uma série mais básica e consegui mais pontos. Agora vamos treinar muito para a Rio-2016 – disse Zannetti ao SporTV.

Francisco Barreto disse que o Brasil está de parabéns, mas que ele – que caiu nas barras e fez pontuação péssima no cavalo – irá melhorar para os Jogos Olímpicos:

– Competimos com os principais países, não estávamos muito preocupados com o resultado e eu não estava bem hoje, mas o trabalho continua. Acertei o que errei no primeiro dia e errei em outras coisas. Vou trabalhar para isso não acontecer mais.

Reserva que entrou na última hora no lugar do lesionado Péricles Silva, Diego Hypolito, para variar, era o mais animado do grupo:

– Estou contente por ter ajudado e honrado por contriubuir com a minha equipe. Agora vamos comemtorar a classificação. Nunca conseguimos isso. Agora vamos focar, tem o Nory aqui com chance de medalha, tem o Zanetti, eu mesmo buscando melhorar no solo e no salto. Ficamos em oitavo nesta final. Mas o que valia era a classificação olímpica e isso já havíamos conseguido.

Arthur Nory, melhor ginasta brazuca em Glasgow, já foca as finais que disputará:

– Estou bem feliz com o que apresentei na final por equipes. Agora preciso analisar os detalhes para as próximas provas. Estou na final individual geral e quero tentar fazer a diferença na final da barra – disse Nory, que nesta sexta-feira disputará a final individual e, no domingo, a final da barra fixa.

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